Uma Aventura Sensacional

Essa aventura sensacional não passa de uma jornada no Pokémon Red para Game Boy color, porém jogado de uma maneira diferente.
Para aqueles que já estão familiarizados, eu jogo com regras baseadas no Nuzlocke Challenge e as que eu uso são:
> O Pokémon perdeu toda a vida ele está morto e eu devo depositá-lo no Box e dar "Release"
> Só posso capturar o primeiro Pokémon que aparecer em cada área nova, e se ele morrer ou fugir eu não posso capturar nenhum outro até chegar em uma nova área.
> Todos pokémons devem ter um apelido, para que se crie um vínculo emocional.
> Eu tenho que utilizar o mesmo número de Pokémons que os Líderes de Ginásio

É basicamente isso.
Essa não vai ser uma série convencional onde eu começo a escrever junto com meu início do jogo, pois eu já estou em Vermilion no jogo. Na verdade eu não ia nem escrever, mas um grande amigo meu se foi nessa altura da jornada, começo a escrever em memória dele.
Não revelarei quem é, mas vocês saberão ao final desse breve e triste resumo da minha aventura.


Capítulo 1


 A jornada começou comigo e com Labareda, o Charmander
Derrotei Blue tranquilamente, mas apanhei um pouco dos pidgeys na ida e na volta de Viridian, achei que meu jogo acabaria quando um sand-attack deixou Labareda sem poder atingir o Pidgey lvl 3 maldito.
Certo, entreguei o pacote para o professor e aí começou tudo.
O primeiro pokémon a aparecer foi Pidgey, como era de se esperar. Foi capturado facilmente e ganhou o nome de Gustaf, bem gay mas na hora pareceu engraçado fazer uma brincadeira com o golpe Gust dele.
Depois na outra rota Manfred, o Rattata, foi capturado. Era hora de ir para a floresta, mas antes uma passada no Pokémart para comprar antídotos e poções, porque agora era necessário, ninguém podia morrer.
O primeiro da floresta a aparecer foi um Weedle que eu apelidei de Ferrão, pensando em seu futuro brilhante como Beedrill. A floresta foi tranquila com poucos perrengues para Labareda resolver, Ferrão já era um Kakuna ao final da floresta.
Perto de Pewter o primeiro a aparecer foi um Rattata que recusou a pokébola que eu joguei, então resolvi finalizá-lo, não daria certo de qualquer forma.
Gastei um bom tempo upando Gustaf e Labareda para o level 18. Labareda agora era um Charmeleon e Gustaf um belo Pidgeotto. Era claro já que esses dois seriam meus escolhidos para enfrentar o Brock.
Depositei Manfred e Ferrão para seguir com a Regra de usar o mesmo número de Pokémons dos Líderes de Ginásio. Foi um pouco demorado mas Gustaf deu um jeito no Geodude e no Onix de Brock.
Evolui o Ferrão para uma Beedrill e prossegui com a jornada, com mais antídotos e poções do que antes.
Ferrão era o escolhido para acabar com aquela penca de treinadores antes da MT. MOON, e ele simplesmente mitou matou todos sozinho a minha confiança em Ferrão estava no topo a ponto de me cegar e eu levá-lo a combate com a vida amarela contra um Spearow level 14. Um golpe Peck foi a última coisa que Ferrão viu em sua vida.
A primeira perda. Foi foda, era um Beedrill cara, o inseto badass! Mas o mais importante era o Ferrão que agora eu perdia pra sempre. Foi a primeira vez que questionei as regras que eu estava jogando, mas eu devia continuar.

Olha a cara de filho da puta
Não sei o que foi mais difícil, vê-lo morrer ou soltá-lo no box.

Eu havia prometido contar até onde eu estou agora. Mas já se me estendi demais nesse resumo. Fica pra próxima, aliás eu ainda estou me recuperando da perda que falei no início desse post, preciso de tempo para elaborar minhas palavras.

NEVER FORGET
RIP FERRÃO


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Capítulo 2

Eu tinha acabado de soltar o Ferrão do box quando dei start e me bateu um medo foda de perder mais algum, então upei 2 níveis com cada um. Labareda e Gustaf agora eram level 20 e Manfred level 18.
Feito isso prossegui com a jornada e passei reto daquele treinador que assassinou Ferrão, nem olhei na cara do filho da puta. Logo depois de passar por uma penca de treinadores, todos derrotados pelo meu imponente Beedrill, eu me deparei com um matagalzinho, uma área de captura nova.
A primeira aparição foi de um Jigglypuff, que eu não me lembro do nível agora, que teve a audácia de colocar Manfred para dormir, a segunda pokébola que joguei deu conta de capturar o bichinho rosa.
Agora participando do time: Alcione, o Jigglipuff
Ainda lutei contra uma treinadora que estava no matinho, mas como estava sem paciência usei o Labareda pra acabar com aquilo de uma vez.
Upei Alcione até o nível 15, então só aí eu dei sequência na minha jornada. Me deparei com um centro pokémon ao lado de uma caverna, recuperei meus pokémons e entrei na MT. MOON, que era o que a plaquinha na frente da caverna dizia.
A primeira aparição foi de um Zubat, eu fui bastante delicado tentando deixar o Zubat fraco e depois capturá-lo, mas eu acabei matando-o.
Muitos Zubats e Geodudes apareceram daí pra frente. E lutei com alguns treinadores, não aconteceu nada de muito interessante na caverna para falar a verdade, a mais importante foi a captura em um andar abaixo da caverna de um glorioso Paras a que eu dei o nome, no ápice da minha criatividade, de Stops.
Andei por todos os cantos da caverna, consegui alguns itens, lutei com alguns integrantes da Equipe Rocket e ao final da caverna um rapaz desesperado não queria que eu roubasse os fósseis dele e me desafiou para uma batalha, eu ganhei e então ele resolveu me dar um, eu peguei o fóssil de nome DOME.
Ao final da MT. MOONLabareda já era level 22, Gustaf level 23, Manfred level 19, Alcione level 17 e Stops level 12. Eu usei uma Pedra da Lua que eu havia achado na caverna em Alcione, agora era um um belo Wiglytuff.
Eu estava agora perto da cidade de Cerulean, fui em um centro pokémon e recuperei a vida da minha party. Depois disso eu subi em uma ponte ao norte da cidade e eis que me deparo com Blue, meu maldito rival. Ganhei dele facilmente, assim como ganhei da penca de treinadores na ponte.
Depois da ponte eu fui ao matinho do lado, a primeira aparição foi de um abra que eu meticulosamente tentei fazer ele dormir com o Sing de Alcione e consegui, mas não consegui capturar a tempo, ele acordou e logo usou Teleport e sumiu da luta, típico isso. Então mais uma vez eu falhei em capturar um pokémon novo em uma nova área, minha party permaneceu a mesma.
Prossegui com a jornada, lutei com mais uma penca de treinadores e graças a Arceus não teve nenhuma baixa. Nessa altura eu já tinha achado um TM com o golpe Mega Punch o qual ensinei a Alcione que ficou invencível depois disso. Depois de todas essas batalhas eu entrei em uma casa a beira-mar e ajudei um homem chamado BILL que se dizia ser o criador do depósito de pokémons em PCs.
Voltei a Cerulean para lutar com a dona do ginásio de lá, a partir daí eu não lembro exatamente os níveis de cada pokémon meu, só lembro que agora Manfred era um Raticate, o Stops era um lixo de treinar e Alcione tinha ganhado minha preferência.

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Capítulo 3

Mas enfim, quando parei a história eu estava em frente ao Ginásio de Cerulean.
Bom, nesse momento eu já estava munido de Alcione e Manfred, eu havia pensado em levar Gustaf e Labareda, mesmo sendo um ginásio conhecido pelos Pokémons de água esses eram os mais fortes do time, mas Alcione era um Wigglytuff de respeito com seu Mega Punch e Manfred já tinha Hyper Fang.
Não teve pra ninguém, enfrentei duas pré-treinadoras muito mal preparadas e Alcione acabou com o time delas. Na batalha com a Líder ela iniciou com uma Starmie que foi rapidamente derrotada com um Mega Punch e no segundo em um momento de medo de Alcione morrer e a vontade de colocar Manfred em ação me fizeram recolher meu pokémon e lançar meu Raticate que, também rapidamente, derrotou Staryu.

Depois disso resolvi umas tretas com o crime organizado da Equipe Rocket que tavam fazendo arruaça na cidade e segui rumo à próxima cidade, Vermilion, também conhecida como a cidade para onde eu jurei jamais retornar.
Primeiro comecemos com minha entrada na cidade, o primeiro pokémon a aparecer no matinho foi um pidgey que acabei matando, então fui pedir uma informação a um casal e os dois quiseram batalhar comigo, acabei com eles com Gustaf que resolvia essas 'pendengas' mais rápido que os outros, bicho bacana. 
Eu já puto essa hora e na entrada mais gente querendo batalhar, Gustaf deu conta de geral, mas ficou fraco então segui a grande placa que dizia "Centro Pokémon" e curei todo o time.
A primeira impressão das pessoas da cidade já foi horrível, pra variar um segurança só faltou me espancar quando eu perguntei se poderia entrar no em um bonito e gigantesco navio que dava para ver da entrada da cidade. 
Saindo do porto, avistei uma caverna e resolvi entrar, um rapaz lá dentro me explicou que a caverna estava cheia de Digletts, então resolvi entrar capturar um Diglett e vazar. No alto da minha criatividade dei o nome de Três Tento ao pokémon recém-capturado pensando no seu futuro como Dugtrio, seu nível já era bem elevado em comparação ao time, já era melhor que Stops, mas isso qualquer um era.


Agora meu time era:
Labareda(Charmeleon), Gustaf(Pidgeotto), Alcione(Wigglytuff), Manfred(Raticate), Stops(Paras) e Três Tento(Diglett).

Como dito antes eu capturei Três Tento e vazei, fui em direção aos matinhos mais ao leste. A primeira aparição foi a de um Spearow que eu capturei facilmente e nomeei de "Pqp", um nome à toa e sem criatividade, eu estava certo de que não usaria outro pássaro na equipe. Aquela região estava coalhada de pessoas querendo batalhar, mudei Gustaf para o topo da party e fui arranjando treta com cada treinador e nunca trocando de pokémon, meu Pidgeotto era estupidamente forte, dava conta de todos e não sofria quase nenhum arranhão. Quando no meio das minhas batalhas com vários pokémons repetidos eis que surge um dono de um Magneton que usa apenas um Thunder Shock e eu fico apenas observando a vida inteira de Gustaf sumir, zerar, não restar absolutamente nada. Estava morto.



Eu meio que assumi naquele momento de tristeza e raiva que aquele Magneton, maldito Magneton, tinha vantagem de ataque contra pokémons de bom coração, então eu pensei na forma mais cruel de assassiná-lo e não seria queimando pois Labareda não tinha o Poder de fogo suficiente para uma cremada instantânea, por isso mandei Manfred para mastigar aquele conjunto de metais com seu Hyper Fang. Meu Raticate era mais fraco, mas mesmo assim reduziu a vida do oponente à zero, deve ter sido o sentimento de vingança que ajudou nisso.
Fui embora da batalha e voltei para Viridian, ainda com o corpo de Gustaf na party. Soltei-o no PokéCenter de lá. Já estava com uma certeza, não seria mais treinador, dedicaria a minha vida a cuidar de meus Pokémons traumatizados. 
Voltei à Pallet e arranjei um emprego no laboratório do Professor Carvalho, meu rival me chamava de Perdedor, mas eu não ligava pois nessa altura do campeonato eu estava pegando a irmã dele. Nos Casamos e eu fundei meu próprio laboratório em outra cidade de outro continente, onde tivemos dois meninos, Fernando e Gustavo, uma homenagem pequena perto da grandeza dos meus breves amigos de infância.